Saber livre

Este blog é um espaço destinado ao debate de temas que promovam o bem, a beleza e a justiça. Valorizo o fluxo de informação livre e independente, com respeito e inteligência. Traga o seu tema, e contribua para a formação de um espírito criativo.

28/8/06

Sawabona Estamira!

                  

Hoje tive a felicidade de assistir ao filme Estamira. Há tempos que venho pensando na contradição que é a evolução do homem, suas riquezas, tecnologias, e a degradação paralela com a qual convivemos. Quem mora no Rio de Janeiro sabe bem o que é isso, e ver o contorno das montanhas do Pão de Açúcar e Corcovado ao fundo do lixão de Gramacho, cenário do filme, nos relembra que há alguma coisa fora da ordem muito próxima de nós. Em vez de fazer discurso panfletário, o que em época de eleição não falta, acho interessante a reflexão do quanto não somos Estamiras, sábios, loucos, em meio a um lixão na maioria das vezes metafórico. Ela que do lixo retirava a sua sobrevivência, nos faz refletir num discurso metalingüístico do quanto não lidamos com nossos lixos diários. Quem está mais louca: a esquizofrênica que nada tem a perder e expõe suas agruras, ou todos nós que disfarçamos nossos surtos com marcas, sorrisos e lógicas nem sempre tão verossímeis? Não sei porquê, mas em vários momentos entendi mais a sua loucura, a sua esquizofrenia, e viajando mais um pouco, entendi mais o vício dos drogados, e o crime dos discriminados. Falar isso pode até parecer perigoso, mas algo me indica que existem respostas para o caos para o que não está estampado nas vitrines… Ver Estamira e seus "delírios" me faz lembrar de conceitos muito importantes nos quais acredito, como o poder do indivíduo, da sua imaginação, e da sua própria transformação.

Hoje também li um artigo muito interessante do psicanalista Flávio Gikovate, chamado SAWABONA - Sobre estar sozinho. Segundo o autor, "… O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos… A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à
aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é
possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva."

Acho interessante perceber que as pessoas mais especiais que conheci são muito fortes, porém auto-suficientes, e talvez por isso sozinhas. Incluir o outro na nossa Vida é algo muito importante, mas cabe antes entendermos se já estamos conosco mesmos. Sempre que posso estimulo a reflexão: Será que já namoramos e casamos conosco? Buscar no outro a completude de uma falta que é sua é muito perigoso, pois o outro nunca vai preencher o que nos falta, simplesmente porque cabe a cada um de nós se dar o que precisa. 

Mas uma vez serenos e prontos pra amar, defendo sim o Encontro. Mas engraçado, como é difícil este encontro conforme mais especiais nos tornamos! Não aceito o argumento que devemos nos acostumar, nos nivelar por baixo, graças a este argumento aceitamos a situação histórica pela qual nosso país passa e facilmente reelegerá um presidente adequado para as massas. Mas não para mim, assim como não quero um presidente corrupto e assistencialista, também não quero um amor pela metade, dominador, possessivo e afirmativo.

Questiono muito se vale a pena lutar e bancar ser diferente. Estamira nos mostra o quanto custa caro esse tipo de comportamento. Mas juro que continuarei investindo mais do meu tempo, do meu estudo e do meu dinheiro na busca disso que nem eu sei o que é direito, mas tenho certeza de que não é o que aí está. Continuo imaginando, mas ajo, porque imaginar, e apenas imaginar, aí sim é uma grande loucura.

Estamira, SAWABONA! Este cumprimento do sul da África quer dizer EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM! Você que leu este texto também é importante, e pode me contar como faz para lidar com suas loucuras. Bjs, AD

criado por andre.dametto    1:26 — Arquivado em: Sem categoria

25/8/06

CONFLITOS

Oi pessoal, queria recomendar pra vocês a próxima palestra que eu vou ministrar. O tema é bem interessante:

Gestão de Conflitos: equilibrando as partes para o ganho do Todo

                 

DATA: 31 de agosto de 2006

HORÁRIO: 19h30min às 21h30min
LOCAL: Escola de Oratória Rogéria Guida - Av. Nossa Senhora de Copacabana, 195, sala 518 (próximo ao Lido)
OBJETIVO:  Capacitar os profissionais para que possam ter as competências para gerir de forma efetiva os conflitos no cotidiano profissional e pessoal.
METODOLOGIA: Palestra com exercícios práticos em sala de aula para explorar o conceito de Gestão de Conflitos
CONTEÚDO
1 – Conceituação de Conflito
2 – Método de resolução de conflitos
3 – Tipos de conflito
4 – Estratégias de gestão de conflitos
5 – Competências Fundamentais
6 – Conclusão

PALESTRANTE: André Dametto – Mestrando em Engenharia de Produção na COPPE-UFRJ, Engenheiro de Produção (UFRJ), é professor de turmas de pós-graduação da Escola de Engenharia da UFRJ, consultor de gestão empresarial, coach certificado pelo Integrated Coaching Institute (EUA) e palestrante, atuando há cinco anos em projetos e treinamentos de Formulação Estratégica, Gerenciamento Orçamentário, Gerenciamento de Projetos, Mapeamento e Redesenho de Processos, e Padronização em organizações dos segmentos: Automotivo, Telecomunicações, Ensino, Regulamentação Profissional, Transportes, Petróleo, Construção Civil, Administração Pública, Cultural, Mineração, Siderurgia, Bebidas e Turismo.
INFORMAÇÕES:
(21) 2541-2599 / 2541-5984 / 3820-2211 / 3820-2271

Bjs e abs, André

criado por andre.dametto    16:35 — Arquivado em: Sem categoria

21/8/06

Mudanças

Oi pessoal,

não sei o que aconteceu no último tema, mas ninguém deixou um post. Deu pra ver que muita gente leu, mas nem um retorno comentando ou metendo bronca eu recebi, o q houve? Preciso dos retornos de vocês, afinal a gente só cresce na troca.

Pegando o ganho do tema anterior, falar de Vida é falar de MUDANÇAS, agora neste exato momento cada um de nós está passando por alguma transição, mas apesar de ser algo tão comum como o ar que a gente respira, a gente ainda tem n motivos pra não gostar das mudanças. É o que chamamos de resistência à mudança, fenômeno tão comum dado que já nascemos assim:

                

Lá dentro estava tão gostoso, tão quentinho, protegido, e aqui fora um mundo novo nos espera, cheio de promessas e riscos. E dado que a gente vai sempre precisar lidar com resistências, nada melhor do que buscar entender as causas das mesmas. Hoje tive a felicidade de ler um texto do articulista Geraldo Eustáquio de Souza, no qual ele discorre sobre este tema. O texto traz uma fórmula simples porém interessante para a reflexão: M = N - R, ou seja, a mudança só existe quando a necessidade da mesma é maior que a resistência. É deste texto que retirarei algumas causas, e trarei nos próximos posts, para entendermos juntos as causas das resistências, associarmos a questões contemporâneas, e se possível identificamos fontes de solução.

Pois bem, a primeira causa que gostaria de citar hoje é o famoso bordão:

"O mundo é assim; não adianta querer mudar."

                                        

Uma coisa que a gente aprende quando estuda Física Quântica é que nada é, o ato de se observar algo altera aquilo que está sendo observado, e assim como as partículas microscópicas, nós estamos em constante movimento. Se pudéssemos analisar a composição de nossa matéria perceberíamos que somos um grande vazio, com partículas subatômicas dispersas. Tudo é energia. A maior parte da matéria (aproximadamente 90%) é feita de espaço vazio, o que Einstein definiu como energia. Os átomos não são objetos, são tendências. Em vez de pensar em objetos, a Física nos ensina a pensar em possibilidades. As coisas em que acreditamos são verdades criadas pelos outros, que não questionamos. Entretanto existem outras verdades mesmo sem conhecermos que as mesmas existem. 

A todo momento, as pessoas estão afetando a realidade que vemos, assim como os observadores dos fenômenos microscópicos. Dado que somos um NADA, algo que o filósofo Nietzsche já preconizava, também podemos ser TUDO. Então dizer que fulano é y, que ciclano y, e que o Mundo não muda, estamos recorrendo ao rótulo, que é incoerente com a natureza física dos corpos e sistemas. Nada e ninguém É alguma coisa, legal, ou chato, ou gordo, ou divertido, as pessoas e sociedades se comportam de determinada maneira, a partir de suas crenças, circunstâncias, recursos e restrições.

Deixando ciência de lado e olhando pra História, está mais do que provado que o Mundo não é um ASSIM coisíssima nenhuma. Graças a revolucionários e ao conhecimento humano sistemas foram combatidos, tecnologias foram criadas e inovações de todas as naturezas permitiram a evolução (ou involução) humana. Dado que o Mundo é um "pudim de passas" pronto para gerarmos, cabe a nós tomar uma decisão: o papel que desempenharemos.

Muitas vezes usamos essa desculpa: "O mundo é assim; não adianta querer mudar", para os eventos que acontecem no dia-a-dia:

* corrupção dos políticos - e estamos em época de eleição

* mecanismos repressores dos sistemas dominantes de produção - optamos rapidamente por nos percebermos como massa de manobra dos dominantes - Empresas, Estado, Igreja

* Falta de afeto entre as pessoas - é muito fácil se vitimizar

* Inoperâncias que geram baixa eficiência e eficácia nos sistemas produtivos - ou será que na sua empresa não é um pouco assim?

Enfim, trouxe alguns elementos para discussão, e gostaria de saber o que você tem feito para não deixar o Mundo assim, do jeito que está.

Um abraço revolucionário,

André Dametto

criado por andre.dametto    2:01 — Arquivado em: Sem categoria

18/8/06

Sexo

                                             

Acho interessante que em toda rodada de chopp que se preza mais cedo ou mais tarde o assunto acaba descambando para esse delicioso, polêmico e às vezes temido tema: o SEXO! Fazia tempo que não tomava chopp com amigos, mas ontem quis entrar na vibe da galera, então me rendi aos copos gelados do Bar da Lagoa. Sair com galera do trabalho é meio previsível, pois a gente sempre acaba falando de… trabalho. Mas até que foi interessante, teve uma hora que resolvemos fazer a linha feedback… Mais coaching impossível né! Mas enfim, cinco copos depois tava todo mundo falando de sexo. Acho muito interessante pois muita gente enxerga sexo como uma coisa meio proibida, ninguém comenta, mas aquilo tá ali instigando, pulsando literalmente. Achei legal quando uma colega comentou sobre os caras do trabalho que tinham cara de "ter pegada". Muito bom esse lance das mulheres desprendidas, ela até comentou que já pegou sim alguém no trabalho, e com gosto. Estava até recomendando, danadinha! Engraçado que nessa hora a gente se pergunta: Será que eu tenho cara de ter pegada? Hehehehe, surreal.

Outro lance que a gente percebe num papo desse tipo é que a galera tá adultescendo cada vez mais tarde… E não digo em termos de grana, conheço gente de 25 anos com status de Diretor, mas o lance tá na cabeça, nas crenças, a maturidade está cada vez mais tardia… Mas é aquilo né, pra que tanta maturidade, o mundo tá meio bobão mesmo. E como não poderia deixar de ser, quando se fala de sexo a gente se permite falar daquilo que nos angustia, ou nos instiga, então acaba se falando também de homossexualidade. Fico feliz pois não vi nenhum desrespeito consciente, parece que está havendo o mínimo de respeito, de conscientização, especialmente por se tratar de uma mesa com pessoas letradas e inteligentes. Mas isso não é requisito, tá cheio de intelectual preconceituoso por aí. O papo foi evoluindo, outra menina até disse que preferia sexo com outro casal do que com dois caras, então todo mundo se pergunta: Será que ela também curte mulher? Enfim, esse blablablá todo é pra dizer que hoje em dia a gente tá falando pouco do que sente. Acho legal refletirmos se somos íntimos das pessoas com quem vivemos. Às vezes deixamos de falar de sexo com nossos parceiros,  e precisamos desabafar numa mesa de amigos numa roda de chopp. E a pior coisa num relacionamento é a falta de intimidade. Isso me recorda outra discussão, sobre a diferença entre Fidelidade e Lealdade. Eu sempre critiquei a falta de fidelidade, mas hoje percebo que a mesma é um conceito tão abstrato, e repleto de moral. O mais sério mesmo é falta de lealdade, ou seja, não querer o bem verdadeiro do outro, comunicar-se com ele, ter a força de demonstrar suas fraquezas, enfim, dizer como está se sentindo, ser íntimo! Será que você é íntimo com seus amigos, seu parceiro, seus pais, com você mesmo? Fica a primeira reflexão.

                                       

Pra descontrair, captei no site do programa da Fernanda Young algumas coisas que irritam a gente, achei engraçado, depois vocês podem dizer outras coisas que irritam vocês. Eu já adianto a minha: fios me irritam! Lá vai:

Como irritar um namoro recente
Tenha ciúmes de uma antiga amizade.

Dê preferência a pratos que levem alho.

Palite os dentes educadamente.

Peça para espremer uns cravos em você.

Encha a cara de vinho e chore.

Rache as contas com precisão de centavos.

Quando for ao banheiro, volte cheirando as mãos.

Como irritar uma socialite
Apareça com um vestido igual ao dela.

Avise que ela está com uma sujeirinha no nariz.

Prenda um risinho, sempre que passar por ela.

Dê um jeito de molhar o penteado dela.

Borrife um perfume bem vagabundo nela.

Chegue com uma máquina e fotografe todo mundo menos ela.

Dê uma festa maravilhosae não convide ela

Como irritar uma reunião de pais
Insista em ficar falando apenas sobre seu filho.

Solte suspiros impacientes quando o assunto for o filho dos outros.

Pergunte sobre detalhes da metodologia de ensino.

Avise que seu filho pegou piolho de alguém da sala.

Elogie os trabalhos de seu filho comparando com os dos outros.

Paquere descaradamente.

Gestos irritantes para se fazer
Erguer dois dedos em “paz e amor”,quando se fecha alguém no trânsito.

Rabiscar o ar com caneta invisível, quando se pede a conta ao garçom.

Botar a mão para fora da janela, quando se for fazer uma curva.

Apontar para o próprio pulso, quando se pergunta as horas.

Esfregar as unhas no peito, dizendo que “sujou”, quando alguém se aproxima.

Aquele gesto “rock n roll”, dos dedos fazendo chifrinho, em qualquer situação.

Como irritar uma reunião de trabalho
Fique batendo com o lápis no tampo da mesa

Fique desenhando as mulheres nuas

Dê cabeçadas no ar, quase adormecendo

Fique balançando as pernas embaixo da mesa

Levante várias vezes para ir ao baranheiro

Tome seu cafezinho sugando ruidosamente

Fique mexendo no ajuste do celular

Como irritar um show de jazz
Ficar berrando “ROCKÿN ROLL!!!”

Ter um interminável ataque de tosse.

Estalar os dedos no ritmo da música.

Cantar junto, desafinando.

Ficar balançando o isqueiro aceso no ar.

Jogar calcinhas no palco.

Fazer “PSHHH!” para qualquer barulhinho

Como irritar os outros nas filas

Demorar para se mover quando a fila andar à sua frente.

Guardar lugar para os outros.

Ficar dando chupões em alguém.

Sempre que a fila andar, pisar no calcanhar da pessoa da frente.

Furar a fila descaradamente, fazendo uma cara de carioca sonso.

Acusar pessoas inocentes de estarem furando a fila.

Pequenas irritações fáceis de fazer

Dar uma buzinada e um tchau para desconhecidos.

Começar todas as frases com “Caráca!”

Sempre que perguntarem as horas, mentir.

Morder as canetas que emprestam para você.

Ir no Bob’s e Pedir um Big-Mac.

Bater palmas imitando foca.

Ler o jornal que os outros estão lendo.

Andar de chinelos fazendo barulho.

Esquecer os finais das piadas.

Como irritar os outros no cinema
Tirar os sapatos para refrescar os pés.

Rir alto de todas as piadas do filme, para mostrar que você entendeu.

Bater palmas quando o bandido morrer.

Ficar cochichando numa altura que não dê para as pessoas reclamarem.

Atravessar a fileira inteira, pisando nos pés de todo mundo.

Num filme de desgraça, ficar de agarramento com alguém.

Sentar afundadão, colocando os pés na poltrona da frente.

Comer calmamente coisas que façam barulho para desembrulhar.

Fazer “shhhh!” Para alguém de cinco em cinco minutos.

Na saída, passando pela fila de entrada comentar “putz, que filme merda!”

Como irritar um ato sexual
Colocar como fundo musical a trilha de “a noviça rebelde”.

Chupar as coisas fazendo barulho.

Ficar repetindo um mesmo gemido do começo ao fim.

Aproveitar a posição que você se encontra para coçar uma coceira.

Morder um dente de alho antes, um cangote fábiote e um mamilo depois.

Insistir em colocar a língua em lugares que o outro não quer.

Homens, errem o clitóris.

Mulheres, acertem o saco.

                                           

criado por andre.dametto    18:45 — Arquivado em: Sem categoria

16/8/06

Era uma vez…

Bem pessoal, preciso contar pra vocês o bem que este blog tem me proporcionado. Começando pelo lado mais elevado da coisa, estou adorando desenvolver esta coisa de escrever, colocar um pouco de emoção, deixar alguma mensagem, reflexão, enfim, uma marca de como eu vejo o mundo. A troca com as mensagens de vocês nos posts também têm sido dez, me fazem ver coisas que não tinha percebido, ter novas idéias. Acho legal também as próprias respostas que eu mesmo vislumbro pra cada post que eu crio, o negócio ficou bem terapêutico mesmo. Me vi tendo novas idéias (espero que sejam bem sucedidas), mudando algumas atitudes (bom dia Vida!), enfim, está sendo dez! Vou confessar que o ariano egocêntrico aqui também adorou os posts carinhosos. Vou gostar muito quando vocês me derem sugestões de temas também, quanto mais polêmico melhor, tá Rogério! Quem sabe eu coloco um limãozinho nesse guaraná diet hehehe 

Outra coisa também que eu fiquei pensando: sou meio dinâmico por natureza,  vivo conhecendo gente, experimentando coisas, visitando lugares, e aqui acaba sendo um reflexo desse agito. Mas também não quero me sentir o Amaury Junior, que vive badalando e contando aqui a mais nova festa ultra-concorrida em que esteve. Às vezes vou reservar o espaço pra discussão de temas a princípio não tão badalados, mas de relevância sublime. O exemplo que trago hoje é a experiência da contação de história, que venho tendo no curso magistral com o mestre José Gregório, na Casa da Palavra. O mundo das letras sempre me foi muito grato, digo com satisfação que minha creche foi a ABL, e vinha sentindo falta do contar histórias, escrever, enfim, colocar mais poesia na Vida através de expressão. O blog foi uma iniciativa, como escrevi, muito profícua. Já o curso de contação de histórias está sendo muito revelador. A primeira grande magia é a de dividir uma classe com 16 belas contadoras de história, me espantou um pouco a ausência masculina, e fica a primeira indagação: Homens, por que não contais mais histórias? Aliás na biodanza foi a mesma coisa, parece que homem foge mesmo de qualquer coisa mais emocional. Em suma, no curso a primeira grande lição é a de que para se contar bem uma história, é preciso antes ser um bom ouvinte, e fala sério, você já parou pra pensar se você escuta as pessoas verdadeiramente, dá atenção e tem um carinho especial pelo que elas dizem? Acho que perdemos muito ao deixar de ouvir o outro, ao tecer impressões imediatas, fórmulas prontas. Uma coisa que me deixa muito chateado é estar contando algo importante e não ser ouvido, ou já ter a sentença interrompida por uma impressão imediatista ou o que é pior, por um comentário distoante. Hoje em dia as pessoas competem até na dor: fulano 1 diz: - Nossa, estou com um problemão. Fulano 2 retruca: - Que nada, o meu é maior ainda! E nessa sociedade da competição, dos grandes tamanhos, do big, extra, mega, super, até o problema do outro tem que ser menor… Caramba, menos!!!

Outra lição que tiramos da contação de história é a de se dedicar e envolver o ouvinte literalmente, trazendo a participação dele para a história. E a melhor maneira de fazer isso é sentir o texto, fato é que geralmente os contadores acabam guardando a história em sua cabeça. A magia de qualquer história é que, qualquer história, mas qualquer mesmo, sempre tem alguma conexão com a Vida d´a gente… então contar e ouvir história é transformar e transformar-se.

O mundo precisará cada vez mais de histórias. No mundo business mesmo, percebemos que as grandes empresas são aquelas que nao vendem produtos, mas sim uma história, uma experiência, e seus valores guardados.

Ontem ouvi uma pergunta maravilhosa: Você é uma pessoa atualizada? A tendência é respondermos sim, afinal lemos aquele best seller, ou usamos aquela grife da hora, e o perfume do comercial. Mas de que adianta externalidades atualizadas se as suas crenças ainda são velhas, e você ainda se trata e se expressa como aquela criança guardada lá atras? Que história você está contando pra vc e pro mundo? Está valendo a pena?

Era uma vez uma pessoa muito especial, cheia de riquezas, saberes, poderes, e ela tem valores muito importantes, que ajudarão o mundo através de sua missão, da sua aplicação consciente, dosando razão e emoção. Essa pessoa é VOCÊ!

                                       

Um bjao de um contador de histórias em formação,

André Dametto

criado por andre.dametto    22:20 — Arquivado em: Sem categoria

15/8/06

Biodanza

Oi, hoje eu quero contar sobre um trabalho bem interessante que venho experimentando há uma semana: a biodanza. Isso mesmo, com z. Mas se fala como se fosse biodança. Em linhas gerais, a biodanza é um sistema de desenvolvimento humano criado por Rolando Toro, antropólogo chileno, nos anos 1960. Ela é orientada para o estudo e fortalecimento da expressão das potencialidades humanas, através da música, exercícios de comunicação em grupo e vivências integradoras. (Marilene Metran, 2006).  E como eu cheguei na biodanza? Bem, quem me conhece um pouco mais sabe que minha maior busca sou eu mesmo (aí toca Meu Caçador de Mim, do Djavan). Então como estudioso do campo de Desenvolvimento Humano já experimentei de tudo um pouco: psicanálise freudiana, terapia cognitiva, filosofia à maneira clássica, projeciologia e conscienciologia, astrologia, tarot, reiki, yoga, meditação, capoeira, trabalho voluntário, programação neurolingüística, oratória, teatro e mais ultimamente o coaching. Amanhã terça-feira estou me dando alta em uma terapia cognitiva, mas junto com o terapeuta reconheci a importância de trabalhar as emoções por outro veículo que não o racional,  e também a de interagir melhor com pessoas, e claro, suas emoções. Por n motivos acabei adotando uma postura mediana em todas as situações que vivencio, então convivo com os paradoxos de ser muito amistoso no trabalho, e meio profissional nas amizades. Eu sinceramente acho essa postura até certo ponto positiva, já que alinha com o caminho do meio budista, sem dramas nem friezas, mas a questão aqui é outra: estamos falando de POSTURAS. E saber canalizar as emoções é muito útil para saber lidar com estas diferentes posturas (pra não falar de máscaras, termo que acho muito feio).  Pois bem, é importante equilibrar a razão e a emoção. Da mesma forma que um passarinho não voa com uma asa só, nós precisamos do Q.I, Quociente intelectual, racional e do Q.E Quociente Emocional, para darmos sentido ao nosso viver. Aí entra a Biodanza, ela é um caminho pra ajudar a conhecer as próprias emoções, gerenciá-las, motivar-se, conhecer as emoções dos outros, e finalmente, lidar com as emoções dos outros. Está feita então a pirâmide de Goleman, 1997, na sua obra-prima Inteligência Emocional. Bem, racionalizei… Enfim, pra evitar essas teorias, modelos, e outros racionalismos que tanto curto, a biodanza foge a todas regras, e faz com que através do corpo, danças, toques, expressões a gente vivencie de tudo um pouco. Nas duas aulas que fiz não chorei (parece q todo mundo chora…), fiz vários passinhos, abracei um monte de gente, mas confesso que achei um pouco forçado… Mas enfim, é um primeiro passo, realmente as racionalizações não apareceram gritando alto, mas o mais legal nisso tudo foi a sensação de abertura ao novo, e cuidar-se é muito bom!

Bem, quanta viagem, mas o objetivo deste post foi levantar uma questão muito importante que me instiga: POSTURAS ou MÁSCARAS? Até que ponto vale a pena mostrar-se totalmente? É possível mudar posturas sem usar máscaras? Vale a pena uma postura na Vida Profissional e outra na Vida Pessoal? Eu sempre achei que não, mas enfim, o espaço é pra isso mesmo, discussão. Pra instigar deixo uma mensagem muito bacana abaixo. Fiquem bem, André Dametto

Cada vez
que ponho
uma máscara
para esconder
minha realidade,
fingindo ser
o que não sou…

faço-o
para atrair o outro
e logo descubro
que só atraio
a outros mascarados
distanciando-me
dos outros
devido a um estorvo:
A máscara.

Faço-o
para evitar
que os outros vejam
minhas debilidades
e logo descubro
que, ao não verem
minha humanidade,
os outros não podem
me querer pelo que sou,
senão pela máscara.

Faço-o
para preservar
minhas amizades
e logo descubro que,
quando perco um amigo,
por ter sido
autêntico,
realmente
não era meu amigo,
e, sim, da máscara.

Faço-o
para evitar
ofender alguém
e ser diplomático
e logo descubro
que aquilo
que mais ofende às pessoas,
das quais quero
ser mais íntimo,
é a máscara.

Faço-o
convencido de que
é melhor que posso fazer
para ser amado
e logo descubro
o triste paradoxo;
o que mais desejo obter
com minhas máscaras
é, precisamente,
o que não consigo
com elas

criado por andre.dametto    0:26 — Arquivado em: Sem categoria

13/8/06

Bom dia Vida!

Ontem tive a felicidade de assistir a um espetáculo de extrema inteligência e leveza, protagonizado por uma atriz-poeta-mãe-gentecomoagente de primeiro quilate: Elisa Lucinda. O nome da peça (ou seria terapia de grupo) é Parem de Falar Mal da Rotina, em que a atriz destaca a importância de reconhecermos a riqueza escondida atrás de cada bom dia, amanhecer, pizza com os amigos, e que habituamos a chamar de rotina por facilidade ou esquecimento. A gente sai do espetáculo como se tivesse exorcisado alguns fantasmas, preconceitos, e torce pra instalar este estado pra sempre…

Ao acordar hoje me vi dando bom dia para o céu azulado que nos sorria, e fiquei feliz ao ver um monte de gente com camisa laranja correndo na pista do Aterro. Sinal dos novos tempos, geração saúde, competição, patrocínios de marcas poderosas… Mas o lado positivo era ver pessoas correndo, em grupos, ou sozinhas, mas com alguma boa intenção, literalmente estavam saindo da rotina. Cheguei a pensar que era hora de correr também, mas corro tanto no dia a dia que preferi sentar para ler minhas necessidades do mestrado. 

Outra coisa que gosto muito de fazer aos domingos é dormir, como é bom dormir!!! O engraçado é que sempre acordo ansioso, mas no domingo a gente tem o álibi de que podemos dormir ainda um pouco mais, e vamos vendo que ansiedade é uma construção, um viver antecipado, quando temos tanto presente aqui pra ser vivido. Mandei a ansiedade pra casa do c… Quero aprender a fórmula para os dias de semana. Quando acordei fui ao CCBB, e lá é outro templo que costumo frequentar. Ja falei do Parque Lage, mas tem também o CCBB, a Oratória Rogéria Guida, o Instituto Moreira Salles, a minha casa… Quando der falo desses lugares todos.

Então, no CCBB tem uma exposições interessantíssimas, a de hoje é do artista plástico indiano-britânico Anish Kapoor , que através de arte brinca com formas, formatos, confesso que fiquei meio tonto às vezes.

Depois assisti à uma contação de histórias muito legal, baseada no conto O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. Apesar de falar da relação entre o homem e o mar, o texto transcende a literalidade e fala de assuntos tão contemporâneos como a batalha diária, perseverança e o poder da sorte.

Há pouco fiquei sabendo do sequestro do jornalista da Rede Globo, e pelo visto estão admitindo o que já estava claro a tempos: vivemos guerra civil sim, com números mais sérios que confrontos entre israelenses e palestinos. O mais triste é ver que o tempo inteiro se fala em soluções sintomáticas, como libertar sequestrados, preparar aeroportos para o caos, mas e a solução, na causa do problema, por que ninguém promove este debate? A impressão que dá é que realmente desejam instalar um estado de pânico, talvez assim fiquemos vendo mais TV dentro de casa, consumindo mais produtos vistos nos comerciais. Porque talvez entrar sério no mesmo implique questionar o conteúdo que a própria TV mostra (dramatização, vitimização, consumismos exagerado, exclusão, comoditização humana, dentre outras misérias). Bem, escrever um blog é um ato de transformação. Começa com cada um de nós a mudança, seja agindo com ética, respeitando as pessoas independente de raça, cor, orientação sexual, condição financeira ou seja lá qual for a estratificação maluca que inventem pra segregar o homem. Também acho hipocrisia querer ajudar o OUTRO quando ainda não estamos nos ajudando verdadeiramente, buscando a consciência, o autoconhecimento. Se quer ajudar o mundo, seja alguém melhor para o mundo. Tem uma frase atribuída a Gandhi que fiz: seja a mudança que você quer pro mundo.

Bom dia Vida! É assim que a gente merece se tratar a cada dia, pois a Vida somos nós,  ela é uma grande potencial pra ela ser o que você puder e quiser fazer… Hmmmm, achou estranho o que eu disse? Algum pensamento crítico passou pela sua cabeça? Bom sinal, são as crenças, e assim como um belo dia ensolarado, podem passar despercebidas por nós, papo pra outro blog!

Abração, André

criado por andre.dametto    21:45 — Arquivado em: Sem categoria

12/8/06

Parque Lage e Reflexão

Ir ao Parque Lage sempre foi um motivo de alegria pra mim. Desde criança ia com minha mãe, e é interessante que este lugar sempre este presente em momentos importantes da minha Vida. Hoje estava precisando de inspirações acadêmicas para o Mestrado, e inconscientemente dirigi-me para lá, e tive um momento mágico: aprendizados, trocas, contemplação e carinho. Foi muito interessante avançar na leitura de Como fazer uma tese, de Umberto Eco. É o tipo de livro interessante de se ler mais de uma vez, e apesar do título, acaba transcendendo aspectos meramente acadêmicos.  Durante a leitura fui abordado por uma vendedora da revista Ocas (Organização Civil pela Ação Social). Ela explicou seu engajamento no movimento, sua história marcada por aspectos psicológicos (e até psiquiátricos), e sua reviravolta. Ela presenteou-me com um exemplar, e como se fosse um recado de Deus, li nesta revista diversos pontos muito importantes para o momento de aprendizados pelos quais estou passando. A frase mais importante que aqui destaco dizia "Eu acho que, sempre que a gente tiver que fazer alguma coisa, deve fazer com o coração, com boa cabeça e coração…". Foi dita pelo Jamelão. Depois prossegui na leitura do Eco, e saí para sacar algumas fotografias.  Foi legal ver que o casarão está bem cuidado, com diversos cursos de artes, um belo café, famílias transitando, enfim…

Gostei muito desta tarde, saí com a reflexão de que precisamos nos dedicar aos nossos sonhos, e antes de tudo, identificar quais os nossos verdadeiros sonhos, e não os dos outros. Retorno mais sereno, e com uma vontade imensa de continuar na luta, vale a pena sonhar, serenar, sonhar, serenar, e claro, AGIR! Fé, força e luta,

André Dametto

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11/8/06

Auto-gestão

Quando estudamos disciplinas do Business geralmente se fala muito da gestão de recursos, como o dinheiro, o espaço, o tempo. O avanço das escolas administrativas evidenciou a valorização do elemento humano nas organizações, e o que antes chamava-se de Pagadoria, passou para Departamento de Pessoal, depois Gerência de "Recursos" Humanos, e o mais recente conceito de Gestão de Pessoas.

Apesar das evoluções ocorridas na gestão do elemento humano nas organizações, percebo a importância de uma gestão que reside em cada invidíduo, a sua própria gestão, que chamo de Auto-gestão. É incorporar elementos como a autoliderança e o autodesenvolvimento. Não quero com isso desprezar a importância do outro no êxito da nossa existência, mas até para incorporar de maneira saudável o outro na minha VIDA, preciso eu mesmo me reconhecer, me entender, me ajudar e assim buscar o apoio do outro.

Escrevo isso pois observo a Humanidade e vejo a velocidade com que as coisas acontecem. Muitos são os estímulos aos quais nos expomos, e as "ofertas de felicidade" não páram de pulular a todo instante. É mister não se deixar levar por todas estas seduções, pois frustrações sempre ocorrerão, e a gestão destas expectativas torna a nossa caminhada mais saudável. Também percebo o orgulho, ou ilusão, como uma das causas destas expectativas muitas vezes exageradas, e desfazer-se do excesso do mesmo, substituindo-o por um cuidado, pela consciência da trajetória, pelo caminho do meio, é o ideal.

Esta busca não pára, eu ultimamente tenho feito vários tipos de trabalho em  busca de respostas: terapia cognitiva, coaching, curso de oratória, e até uma relativa imersão na filosofia de espiritualidade independente que o Gasparetto prega. Fato é que o racionalismo que me é tão caro não possui todas as respostas, e estou agora em busca do saber emocional, que se manifesta também no corpo, refletindo na energia e tornando assim o astral mais equilibrado. Ontem comecei a aula de biodanza, e foi muito interessante ver emoções se manifestando independente do que minha canbeça pensasse, o corpo reage menos a racionalidades…

Enfim, fica clara a importância da auto-gestão, entretanto não somos seres isolados, e nem é bom que sejamos, perderemos muito com a sinergia e sincronidade que o Mundo e os outros têm a nos oferecer. Mas o caminho começa em cada um de nós, para depois contarmos com o OUTRO. E é isso que agora faço, compartilho através deste blog uma mensagem, e gostaria muito que você me dissesse o que achou, seja aqui, ou por telefone, e-mail, enfim, você saberá como me encontrar.

Forte abraço,

AD

criado por andre.dametto    11:44 — Arquivado em: Sem categoria

9/8/06

Vida pessoal & Vida profissional

Amigos, o tema que estou estudando no Mestrado é o relacionamento Vida Pessoal e Vida Profissional, o quanto a satisfação com a vida pessoal depende da satisfação na vida profissional, e vice-versa. Eu gostaria de saber a sua opinião sobre este tema. Pra ajudar na sua resposta, me diga:

1 - O que você valoriza mais atualmente, sua vida pessoal ou profissional?

2 - Numa relação de causa-efeito, qual vida afeta mais a outra?

3 - Como você faz pra medir sua satisfação na vida pessoal e na vida profissional?

4 - Você acha possível acabar com estes rótulos de vida pessoal e profissional, e entender que existe apenas VIDA?

criado por andre.dametto    1:01 — Arquivado em: Sem categoria
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