Saber livre

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23/10/06

Amor e Verdade

“Ainda que eu faço tudo certinho, sem amor, eu nada seria.” Deus é amor … e o amor nunca falha.” — 1Coríntios 13:8

                                

Um aprendizado constante que eu vivencio e estimulo nas aulas é a importância de equilibrarmos o Amor e a Verdade. Como bom ariano sou muito cabeça, muito razão, e a busca da Verdade, da Ciência, do certo, da teoria me causam minhas maiores vitórias - estudos, trabalhos, valores alinhados, mas também alguns efeitos colaterais - racionalizações, generalizações, intelectualizações, e às vezes uns acessos de chatinho mesmo.

O meu equilíbrio vem sendo buscado através do desenvolvimento do Amor, que associo ao estar feliz, ao fazer os outros felizes, a querer verdadeiramente o bem do outro. E este movimento geralmente começa conosco. Esperar que o outro seja altruísta para você começar a sua transformação é delegar aquilo que há de mais valoroso, a sua liberdade.

Conheço um ser humano maravilhoso, uma das pessoas mais importantes em minha Vida, e a ela dedico este post. Reconheça no equilíbrio da Verdade e do Amor a verdadeira evolução. Verdade sem Amor é tirania, Amor sem Verdade é falsidade, e falta de Amor e de Verdade é um absurdo completo. Comparar-se com o Mundo não ajuda, precisamos admitir que o início do movimento de melhoria da sociedade está com cada um de nós. Cada um é cada um, tem sua história, seu caminho de aprendizado, e não existem destinos intransponíveis, existem feedbacks.

Pra terminar, uma pergunta que eu sempre faço: o que você quer, estar certo ou ser feliz? Eu juro que estou buscando conciliar os dois, mas a cada dia aprendo que num mundo de Verdades múltiplas, um encontro interior e privado com a felicidade é a maior dádiva que um homem pode obter!

Bjs, boa semana,

André Dametto

criado por andre.dametto    0:23 — Arquivado em: Sem categoria

14/10/06

Chanel e outros cocôs

                  

Ontem foi bem legal assistir à peça Mademoiselle Chanel, com a Marília Pera. Ela dá um show de interpretação, e os figurinos são um des-lum-bre! Ela era uma verdadeira artista, e teve uma vida pra lá de agitada: aborto, obstinada pelo trabalho, amantes homens, mulheres, eventos, desfiles, peças e… o fim. Chanel terminou sua Vida sozinha, cercada do seu luxo, sem ter nem com quem conversar. Numa das falas ela diz que odeia os fins de semana, sobretudo os domingos, porque era o momento em que tinha de se confrontar com a solidão.

Eu já imaginava que iria encontrar alguma reflexão, mas o grande mote da peça, a meu ver, é refletir sobre a importância de saber valorizar amizades verdadeiras, pessoas próximas, em vez de imagens, materialismos, e meros conhecidos.

No outro post fiz uma ode à Elite, e mais uma vez ressalto, Elite pra mim também é isso, conteúdo, sentimento, riqueza verdadeira, o mais verdadeiro luxo, como nem Chanel sobre criar. Em busca deste equilíbrio sigo, sem abandonar minhas aspirações do bem, do belo e do justo, mas entendendo que é de gente que se faz a Vida! Óbvio, não… experimenta!

Pra terminar o dia, sou uma das mais recentes vítimas da violência desta cidade: me senti um garoto de calçolas sendo roubado por quatro rapazes tão jovens quanto eu. Fico feliz de ter perdido apenas um par de tênis e celular, mas fico triste de ver como as pessoas estão inertes, pra não dizer cúmplices. Fiz um exercício tremendo de compaixão em relação a estes jovens, chegaram até a ser educados me devolvendo meus documentos, o que me poupa grande dor de cabeça. Mas me enojou ver que outros quatro homens, vigias de prédio daquela rua fatidica, nada fizeram, e ainda ao final comentaram: "quando for assim você precisa correr…". Minha vontade na hora foi cuspir na cara de todos eles, e dar porrada como nunca dei na minha Vida. Felizmente meu neo-cortex acalmou o cérebro reptiliano e simplesmente dei um riso sarcástico e irônico para eles, como se dissesse, numa peça dantesca "sim, neste cenário a razão é de vocês".

Continuo minha missão de ajudar a mudar este mundo, desenvolvendo empreendedores, que gerem negócios, e gerem empregos, e absorvam os jovens, e eduquem as mentes abandonadas, e assim ninguém mais precise roubar, nem ser roubado. Enfim, é isso! À luta,

bjs e abraços,

André

criado por andre.dametto    15:29 — Arquivado em: Sem categoria

8/10/06

Elite

                                                           

Ontem estive num evento bem gostoso do caderno Rio Show do Globo. É um festival gastronômico que o jornal realiza no MAM, e como estava aqui pertinho fui dar uma conferida. Apesar de o evento ser gratuito, o que torna o mesmo super democrático, eu me senti no Fashion Mall. Isso me fez refletir um pouco sobre o que é o bem viver, o conceito de elitização, e a elegia que faço ao belo, ao bom e ao justo. 

Eu que não nasci em berço de ouro e desde cedo ralo para ascender na Vida, hoje até sou taxado como elitista. Mas se ser elitista é querer viver o lado bom da Vida, comer bem, se vestir bem, ter bons relacionamentos, quero mais é ser Elite sim! Nada explica o prazer de um bom vinho, uma boa leitura, uma viagem para uma localidade desconhecida, ou o encontro furtivo com outra pessoa interessante.

Outro dia li uma entrevista bacana da ministra do Meio Ambiente, a Marina Silva. Segundo ela, o problema do Brasil não é a elite, o problema do Brasil é a falta dela. A elite pensa estrategicamente, pensa no longo prazo, a elite é capaz de fazer concessões pensando nos seus investimentos de longo prazo.

E é isso que eu prego quando vou aos quatro cantos deste Brasil falando de Coaching, Desenvolvimento Humano, Solução de Problemas, Consultoria, Engenharia de Produção e afins. Eu quero mais é a democratização da Elite. Os economistas com suas teorias sabiamente justificarão que para haver o rico tem que haver o pobre. Mas aí não estamos falando de elite, e sim de oligarquia burra, ou como disse a cronista Monica Medeiros, os ricos-pobres. No seu texto, com referências ao publicitário Washington Olivetto, ela diz que há no mundo os ricos-ricos (os que têm dinheiro e têm cultura); os pobres-ricos (que não têm dinheiro mas são agitadores intelectuais, possuem antenas que captam boas e novas idéias) e os ricos-pobres,que são a pior espécie: têm dinheiro mas não gastam um único tostão da sua fortuna em livrarias ,museus ou galerias de arte, apenas torram em futilidades e propagam a ignorância e a grosseria.

Ser Elite é ser rico no segundo sentido, não estamos falando de grana, mas sim de cultura, de boa cabeça. E meu caro, minha cara, quando você os possui, o retorno financeiro é uma questão de tempo. Uma boa idéia seguida de boas crenças e bom planejamento podem levar você para onde quiser. Convido você a refletir sobre isso: até que ponto sua riqueza não está na cabeça, em vez da sua carteira? O evento gratuito de Gastronomia está aí pra mostrar: viver bem, experimentar boa comida, bom papo e experiências engrandecedoras não depende de ter grana na carteira, mas apenas boa idéia na cuca.

Pra me despedir deixo duas frases que têm tudo a ver com este post, uma frase magnífica do Ghandi e outra antológica de Fernando Pessoa:

"A Terra tem o suficiente para todas as nossas necessidades; mas somente o necessário" (Gandhi)

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena." — Fernando Pessoa

E viva a Elite, rica-rica ou pobre-rica!

André Dametto

criado por andre.dametto    15:12 — Arquivado em: Sem categoria

1/10/06

Mudar, aceitar ou… abandonar

                                            

Existe uma sabedoria popular que diz: "Que Deus me dê serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as que posso e sabedoria para distinguir umas das outras".

Quando a gente admite que há coisas que simplesmente precisa aceitar é uma maravilha, pois até o protagonismo precisa ser equilibrado. Entretanto existe uma terceira opção à qual recorro freqüentemente, e que me intriga. Trata-se de um comportamento que não sei o quanto é positivo ou me traz problemas: as desistências. Resumindo muito: se alguém ou algo não proporciona uma relação de crescimento, aprendizado, prazer, eu simplesmente desisto.

Egoísmo? Baixa resiliência? Baixa resistência à frustração? Sei lá! Algumas terapias, feedbacks e percepções já me fizeram melhorar, digamos que agora eu insista um pouco mais, mas é fato: adoro escapar de desgastes. Não gosto de embates, de choques, e simplesmente pensar em reclamar do que não gosto no outro me irrita, então… desisto!

A grande questão é que isso acontece com amizades, namoros, trabalhos, e fica aquela pulga atrás da orelha: do que eu estou fugindo? Relacionar-se com o outro é estar aberto a um mar de gozos e dores, e é fato: ninguém e nada vai se adequar 100% aos nossos desejos.

Mas então, até que ponto vale a pena insistir em algo que traz incômodos? Este post é mais um desabafo e uma dúvida: em que perseverar, o que mudar, o que aceitar, e o que abandonar?

Abs, AD

criado por andre.dametto    17:18 — Arquivado em: Sem categoria
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