Saber livre

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22/8/07

Viagens metafísicas

             

Oi, hoje eu venho falar sobre um tema que eu amo de paixão, que são as viagens. Eu entendo que elas são microcosmos que resumem a existência do homem, seus aprendizados, seus conhecimentos e vivências. No fundo entendo que a Vida se trata de uma sucessão de pequenas viagens, sejam elas entre os continentes ou dentro da nossa própria cabeça, quando ao ler um texto nos deslocamos para a imensidão da nossa (in) consciência.

Pois bem, minhas mais recentes viagens metafísicas têm me levado a refletir sobre a importância dos sentimentos, aquela famosa frase "Ouça o seu coração", que a gente não dá o devido valor quando escuta. Eu sempre fui muito racional (e continuo sendo), mas percebo (e sinto) que meus grandes avanços de consciência foram quando realmente "ouvi meu coração". Isso exige um pouco de disciplina mesmo, pois a sociedade exige de nós um racionalismo estupendo.

Geralmente os mecanismos do sistema como a mídia e o consumismo apelam para a nossa razão. Desobeder a este sistema realmente é algo muito novo, no início sofremos algumas perdas. Ao abandonar a "capa da revista" e passar a estampar o poster principal na sua Vida nós somos criticados mesmo. Malucos, doidos, insanos, egoístas, o rol de adjetivos não pára. Mas eu prefiro estar bem na minha maluquice do que confuso na sua certeza.

Uma dica que eu dou é: o bem está no sentir-se bem, e não no pensar o que é o bem. O grande risco é este pensar não ser seu, e caso ele seja, esteja contaminado de generalizações, medos, vaidades, traumas, e toda aquela patuléia de que as terapias, ciências, religiões e filosofias sobrevivem.

Posso estar sendo ousado, mas simplificar a Vida passa a esquecer este rol de "soluções" e passar a respeitar a sua própria religião, o conectar-se consigo mesmo, e isso passa por admitir: o que sinto, o que sou. Bem, agora é "comprar o barulho" se você quiser seguir mesmo esta viagem.

A fim de ancorar mais experiências para minhas viagens internas, me dei de presente uma viagem física na qual tenho certeza de que encontrarei vários pedacinhos espalhados dentro do meu Universo. Entre 14 de setembro e 15 de outubro vou buscar postar algumas vivências, sempre ilustradas por alguma foto que me marcou.

Abs, André

criado por andre.dametto    14:27 — Arquivado em: Sem categoria

6/8/07

A existência da relação

 

              

 

Hoje resolvi escrever sobre a realidade, o presente, algo que busco valorizar a partir dos meus estudos da consciência. Um referencial no qual tenho encontrado muitas percepções e analogias é o da Física Quântica, que através das pequenas partículas ajuda o homem a encontrar resposta para “questões macroscópicas”. Um termo recorrente é o da energia: não existe energia parada, é inerente à mesma a troca e o movimento. E isto me inspira a transpor os movimentos das partículas para o estado das coisas reais do dia a dia.

Sendo assim, ouso dizer que não existem amigos, parentes, estudos, trabalhos, viagens e residências per si. O que existe para cada um de nós é a relação com estes conceitos: uma vez terminado um ciclo, uma etapa de vida, para nós aquele conceito também já não existe mais, somente memória e aprendizado. Como li em um belo artigo cujo autor não foi mencionado: “O que aconteceu, aconteceu. Não podemos ser filhos eternamente, nem adolescentes eternos, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós.”

O outro post Te amo hoje foi um dos mais controversos que já escrevi, alguns se reconheceram e gostaram, outros odiaram, e esta inconstância é justamente o que tenho pesquisado, como somos diferentes, no tempo, no espaço, nas percepções. Isso me faz crer que somos como as partículas dos átomos, inconstantes, porém existentes na troca, no relacionamento, e conscientes de que esta inconstância não nos torna menores, piores. Estudar história ajuda a entender um pouco da posse e apego que valorizamos atualmente, mas a Vida nos mostra diariamente como é importante vivenciar o hoje, dizer a quem nós amamos o quanto nos são caras, hoje! Amanhã é tarde, a Vida pode nos levar sem maiores explicações, éticas e justiças terrenas…

E o futuro, e as esperanças, e a fé? Como lidar com estes belos conceitos diante da transitoriedade da Vida? Será que é necessário perdê-los? Claro que não. São amigos, mas recorro à metalinguagem para dizer que também são conceitos transitórios, que podem ser acessados, mas não dominantes da nossa caminhada. Confesse, você sempre teve esperança e fé imutáveis? Guerras e fanatismos começam desta forma.

Bem, escrevi tudo isso para concluir que meu entendimento atual é o da importância da relação, no hoje, no agora, no que está acontecendo, até para quem está buscando relações mais perenes, mais esperança no futuro, mais fé. Negligenciar o presente se preocupando constantemente com o futuro obedece à uma crença de escassez, de falta, e que acaba atraindo isto para a Vida. Parafraseando John Lennon, A vida é o que acontece enquanto a gente faz planos. Então hoje lhe faço este convite de equilíbrio: Reflita sobre seu passado, planeje seu futuro, mas principalmente Viva, o presente é o hoje, por isto tem este nome.

André Dametto

criado por andre.dametto    11:39 — Arquivado em: Sem categoria
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