Saber livre

Este blog é um espaço destinado ao debate de temas que promovam o bem, a beleza e a justiça. Valorizo o fluxo de informação livre e independente, com respeito e inteligência. Traga o seu tema, e contribua para a formação de um espírito criativo.

28/11/07

Papai Noel existe sim!

                                          

Gente, ólha q demais!

QUE TAL FAZER ALGO DIFERENTE ESTE ANO NO NATAL? 
SIM, NATAL.. DAQUI HÁ POUCO ELE CHEGA.. 
QUE TAL IR ATÉ A AGÊNCIA DOS CORREIOS MAIS PRÓXIMA, PEGAR UMA DAS 17 MILHÕES DE CARTINHAS DE CRIANÇAS POBRES E SER O PAPAI OU MAMÃE NOEL DELAS?

HÁ PEDIDOS INACREDITÁVEIS!!!  TEM CRIANÇA PEDINDO UM PANETONE, UMA BLUSA DE FRIO PARA A AVÓ , ENFIM… PELO MENOS UMA RESPOSTA CRIATIVA ELAS MERECEM.

DEIXO A IDÉIA LANÇADA.

É SÓ PEGAR A CARTINHA E ENTREGAR O PRESENTE EM UMA AGÊNCIA DO CORREIO ATÉ O DIA 20/12/07. 

O PRÓPRIO CORREIO SE ENCARREGA DE FAZER A ENTREGA. 

NA VIDA A GENTE PASSA POR TRÊS FASES: 

- A PRIMEIRA QUANDO ACREDITAMOS NO PAPAI NOEL; 
- A SEGUNDA QUANDO NÃO ACREDITAMOS E 
- A TERCEIRA QUANDO SOMOS PAPAI NOEL ! 

REENVIE ESSA SUGESTÃO PARA SEU GRUPO DE AMIGOS. 

Bjs, André

criado por andre.dametto    16:04 — Arquivado em: Sem categoria

24/11/07

A Vida e seus temperos

                                        

Mãaaaaaaaaaaaaaaae, TCFê! Era com esse bordão (resumindo um Tô com fome!) que até meus dez anos eu pedia pra minha mãe preparar alguma comidinha. Como eu gostava de comer: em coquetel, eu adorava ficar perto da saída das comidinhas; em festa de criança eu seeeeeeeeeeempre levava doce pra casa, e no dia de são Cosme e Damião, ía com meus amigos para o bairro do Saúde, onde ainda há a tradição de se distribuir doces. Mas enfim, eu cresci, e continuo amando comer.

Dentro do meu conceito de saber viver, um ritual que está incluído é o de comer bem. Gosto muito de comida bem feita, num lugar transado, e que estimule todos os nossos sentidos: um bom visual, iluminação adequada, sonoridade agradável, mobiliário confortável, e claro, uma comida cheirosa, com boa apresentação, e deliciosa. 

Apesar de gostar muito de comer, não sei preparar nada, fato que nem fogão tenho em casa. Mas mesmo assim o lugar onde a gente acaba parando pra conversar lá em casa é a cozinha. Brinco que é o lugar onde mais me sinto em casa. Cozinha é um lugar muito integrativo, tem algo que remete às cavernas, nós latinos gostamos deste binômio comer e conversar.

Mas enfim, a comida foi o mote pra escrever sobre algo que eu adoro: o sentir! E pra mim, todo sentimento é como um tempero necessário na nossa Vida. Nem demais, nem de menos. Assim como os temperos dão cor e sabor aos pratos, e ajudam a curar os mais diversos males, o sentimento bem vivido faz isso tudo na Vida. Antigamente os navegadores portugueses e espanhóis lançavam-se em mares desconhecidos em busca de especiarias que eram comercializadas a peso de ouro. E por causa delas, acabaram descobrindo novas terras.

Brinco que agora experimento isso comigo mesmo. Partindo em busca dos meus sentimentos, minhas especiarias, vou descobrindo algumas riquezas no meu self. Vou arriscar algumas analogias: a Vida é o prato principal, e ele nunca acaba, é um banquete que a gente deve ir saboreando aos poucos, curtindo o que aparecer, desde a entrada mais saborosa até aquela sobremesa que é meio azedinha. O amor é como a água, sem ela não existe Vida, não existe quiçá comida, mas comida aguada também não fica legal. O ciúme é igual o sal, tem que ter uma pitadinha. O sexo literalmente apimenta a relação. E ainda faltou falar do coentro, da salsinha, do manjericão, do orégano, e tantos outros que poderiam representar cada um sentimento na nossa Vida.

Entrar no SENTIR é igual aprender a cozinhar e experimentar ousar em um tempero aqui, outro acolá. Escolhemos um por vez, pra praticar um pouquinho, aprender a dose certa que nos agrada primeiramente, depois como fica legal para o outro, e assim, aos poucos, a gente vai fazendo um Festival do Sentir, um prato mais gostoso a cada dia, pra que a Vida fique mais saborosa, pra mim, pra você, pra todos nós!

André Dametto

criado por andre.dametto    17:43 — Arquivado em: Sem categoria

13/11/07

Eu adoooooro suco!

                                       

Bem, essa frase não é minha, mas ela é tão gostosa que não podia deixar de comentar aqui neste espaço. Uma das coisas que eu mais gosto é ouvir conversa dos outros, admito mesmo. O universo das pessoas é riquíssimo, e de onde a gente menos espera vem uma pérola. Eu estava em um ônibus quando uma senhorinha começou a observar uns skatistas fazendo acrobacias numa praça, e aí começou a conversar que seu neto já havia machucado todo, etc etc, e que agora a filhinha dele de 4 anos, bisneta dela, já está querendo também aprender a andar de skate… mas ela continuou falando, e falou que o bordão da sua neta é "Eu Adoooooooooro Suco", enfatizando a sílaba tônica. A vovó não entendia como uma criança daquele tamanho podia ADORAR alguma coisa.

Mas também não precisa, eu fiquei imaginando uma criança falando com a boca cheia que Adora alguma coisa. Eu agora entrei no Orkut, e um dos recursos mais legais são as comunidades, tem cada uma que faz a gente perceber que aquela nossa mania mais doida tem uma legião de seguidores… E nisso existem vantagens e desvantagens: se por um lado encontramos pessoas com gostos e hábitos semelhantes, criando uma SENSAÇÃO de que estamos mais conectados, por outro perde-se em inovação, pois mergulhamos mais ainda nas nossas "comunidades", mantendo os mesmos hábitos, gírias, programas, etc, e com isso fica mais difícil experimentar algo fora do script.

Acho que é por isso que eu gosto muito de mudar: eu mesmo já entrei e saí do orkut, hoje me rendo às facilidades que ele oferece: mandar bjs pra pessoas que amamos e não vemos sempre, avisar aniversários, futucar a vida alheia (já falei, adoro!)… Enfim, falei dessa passagem pra dizer que eu Adoro adorar, isso cria uma aura positiva, atrai bons pensamentos e sentimentos, então vamos lá: eu adoro adorar, ler, escrever, dançar, mudar, conversar, arquitetura, psicologia, dar palestra, gente e lugar interessante, comer e dormir, e claro, eu adooooooooooooooro suco ;)

Bjs, André

criado por andre.dametto    17:06 — Arquivado em: Sem categoria

8/11/07

Amor, arte e equilíbrio

               

O mais interessante na busca do equilíbrio é o constante defrontar-se com o desequilíbrio, dado que a sua ausência implica a própria morte, isso em qualquer sistema (pessoas, famílias, empresas, países). A melhor metáfora é a do eletrocardiograma, onde o estado ideal é uma variação controlada. A falta da mesma (seguida daquele barulho piiiiiiiiiiii) significa que o corpo físico já não responde mais, assim como o excesso da variação indica algum estado alterado. Sendo assim, viver em equilíbrio é aceitar as instabilidades naturais da Vida, controlando as faltas e excesso, e para qualquer coisa: amor, ódio, paz, guerra, saúde, doença, enfim, tudo tem a sua função. Quando algum desequilíbrio aparecer na sua Vida, na forma de doença, ou conflito, experimente perguntar a si mesmo: O que a Vida quer me mostrar com isso? Qual a função deste desequilíbrio? Acredito que tudo pode ser encarado desta forma didática.

Bem, e as artes? E o amor? O que isso tem a ver com o equilíbrio? Pois bem, uma das minhas viagens interiores atuais está girando em torno destes temas. Primeiramente as artes: um dos frutos da recente viagem exterior que fiz recentemente foi um reencontro com algumas emoções bem fortes, canalizadas pelas artes. Voltei pro Rio com uma vontade imensa de "ser artista", colocar arte na minha Vida. Inicialmente usei um pensamento meio cartesiano, achando que onde estou hoje (consultoria, business, ensino) é um pólo, e as artes seriam um outro pólo. Eis aqui uma armadilha. Se estudarmos o conceito de arte, ela pode ser entendida como o produto ou processo em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades. Neste sentido, viver, conhecer, trabalhar já seriam arte. Há quem fale que tudo na Vida é arte, sendo mais fácil conceituar então o que seria o artista. Tomo licença e ouso dizer que arte é sim qualquer processo e/ou produto do ser humano, mas feito com o pensar e o sentir, equilibrados, pra mim este é o conceito de arte que quero buscar.

Neste sentido, não preciso achar que estou diametralmente oposto às artes, pois nas consultorias, nos treinamentos e até mesmo no coaching há sim muita arte, canalizadas pelo verdadeiro desejo de ver o cliente obter seu resultado (um certo amor por ele), de ser criativo nas metodologias, e de equilibrar pessoa e profissional no trabalho. Confesso que esta nova percepção me despertou uma motivação bem interessante, e quis compartilhar isso: busquem reconhecer um quê de arte no seu trabalho. Sim, é possível, e ouso dizer que todos nós temos um artista doido para externalizar seus conhecimentos e conflitos, experimenta um pouquinho, de leve, você vai se surpreender.

Ainda falando de equilíbrio, gosto muito de pensar no mesmo através de uma pirâmide de cinco níveis: físico, energético, astral, mental e espiritual. Muitas vezes priorizamos um destes níveis e esquecemos dos outros, e a corda arrebenta no lado mais fraco, vale a pena doar um pouco de dedicação para os outros ‘níveis. Sendo assim, recomendo uma boa atividade física (joga serotonina no google), um equilíbrio energético (joga reiki, feng shui, sal grosso, incenso, arruda no google, no corpo e na casa), astral (uma boa terapia, experimente, há vários tipos), mental (estude, sim, pesquise, duvide das teorias pré-estabelcidas, teste hipóteses, experimente, falta de conhecimento desmotiva e muitas vezes é a causa de nossas dores), e finalmente e muito importante, o espiritual (conecte-se com o todo, com o seu Eu Superior, você pode chamar de Deus, de Maomé, de Buda, você escolhe. Bem, eu chamo isso tudo de Vida.

André Dametto

criado por andre.dametto    10:57 — Arquivado em: Sem categoria

5/11/07

Eu amo ir a um baile funk

                 

Aquele prato delicioso de comer com os olhos fechados, saída com amigos divertidos para um local inesperado, beijo na boca, uma noite bem dormida… há experiências que deveriam compor uma “cesta básica” na vida de todo ser humano. E é o que faço quando começo a ficar ranzinza, ou divagante, ou por pura luxúria mesmo. O lance é se conectar, ou melhor, se encaixar.

E sem duplo sentido, se tem um lugar onde eu me encaixo é em um baile funk. Primeiro, o funk: é um ritmo cadenciado, criativo, é impossível você não ficar contagiado. Levante o dedo quem nunca entrou no ritmo. Mas o funk é apenas o gatilho de um fenômeno que eu acho incrível: a celebração per si. Um baile funk é uma experiência de sons, cores, cheiros, toque e por que não, gostos.

Uma coisa que eu gosto é de ver todo tipo de gente: o jovem de comunidade que colocou uma roupa bem bonita para curtir a noite, a patricinha que busca uma emoção nova, um grupo de jovens cineastas gravando um documentário, algumas pessoas de muletas e até de cadeiras de rodas (são algumas das mais animadas), e um fio condutor unindo toda essa gente: a vontade de aproveitar aquele momento. Diferentemente das label parties ou must go clubs que a gente conhece na ponta da língua, a crítica e o carão ficam na porta do baile, onde uma revista feita por seguranças imensos deixa qualquer drenagem linfática no chinelo…

E uma vez lá dentro, se jogue! É lindo ver a sensualidade das moças no rebolado que enfeitiça, é fantástico ver homens de todas as idades dançando de olhos fechados, fazendo trenzinhos, rebolando mais do que as próprias mulheres. Até hoje nunca vi puxão de cabelo, as meninas são muito mais cortejadas do que assediadas. Outro diferencial é que as pessoas dançam entre si, formam grupos dinâmicos, rodas e passes ao mesmo tempo difíceis e fáceis de aprender, e aceitam-no como se estivesse fazendo parte de uma celebração. A celebração da Vida, do momento.

No final da noite você está todo suado, e com um riso imenso estampado na cara com aquela sensação de que a noite valeu muito a pena. E para o ser que lhes escreve, sempre alguma lição, sendo a principal a de que não precisamos de muito pra se divertir, justamente onde se tem menos é que se valoriza as coisas mais bonitas, que são o sentir, o real, o brincar, o rir, o não ligar para a opinião do outro. Que venham os próximos bailes…

André Dametto

criado por andre.dametto    8:42 — Arquivado em: Sem categoria
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