Saber livre

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4/5/08

Felicidade é experiëncia

                                  

Acabo de ler meus emails e vejo uma entrevista super legal que a Fer me mandou, com o cientista Daniel Gilbert, que estuda a Felicidade, lá em Harvard, coisa séria, sabe! Enfim, o cara fala que felicidade é curtir experiencias, viver seu tempo livre com a familia, amigos, resumindo: o ser sobre o ter.

Pois bem, hoje foi o dia das experiencias. Acordei tarde, como eu gosto. 1 x 0. Quando entrei na van para ir ao passeio do dia, tive um encontro inesperado. 10 x 0. Fomos para a Vinicola Concha y Toro, aquele vinho maravilhoso e acessivel que vc encontra em qualquer mercado Zona Sul e ja tornou a sua noite mais iluminada…  Pois bem, passar uma tarde em uma vinicola ë aquela experiencia: primeiro porque trabalha todos os sentidos.

A entrada eh magistral, nos sentimos em um filme, com todo o cenario de uma fazenda seculo XVIII, arquitetura antiga, a natureza gritando, o cheiro de parreiras por toda parte, sons de passaros cantando, e o melhor: degustacoes de vinho de todos os tipos, e uma guia eficiente explicando a diferenca entre os vinhos, enfim: amei! Foi tudo muito rico, aprendi porque se colocam rosas no parreiral, elas sao indicadores da presenca de pragas antes de afetar as uvas. Foi otimo entrar no lugar de armazenamento dos barris. O cheiro é interessantissimo, e ajuda a entender o cheiro q vc sente em um bom vinho.

Tambem aprendi porque o Chile e tao rico em vinicultura: e um lugar abencoado, protegindo pelos 4 cantos: deserto Atacama, cordilheiras dos Andes, Antartida e Oceano pacifico. Enfim, tudo a favor da agricultura. Tambem eh o pais riquissimo em Cobre, com 35% de toda a producao mundial. Ar-ra-sou!

Pra terminar o dia, fomos conhecer o Cerro de San Cristovan, um morro bem alto estilo Corcovado, onde tem uma estatua poderosa de Maria, claro q eu fiz um pedido, e chegando la a vista e esplendorosa. Tambem curti um teleferico suuuuuuuuuuper romantico e um jantar daqueles, com vinho, é claro.

Bem, concordo com pesquisador de Harvard: felicidade ë experiëncia.

Por isso, te amo hoje! Bjs, hoje com sabor de vinho tinto, seco e Cabernet chileno, Andre

criado por andre.dametto    23:43 — Arquivado em: Sem categoria

Usando outros sentidos

                                               

Bem, a viagem avancando e bem q eu imaginava, ela prometia. Estava eu faceiro tirando fotos numa praca estilo Largo da Carioca daqui, se chama Plaza de Armas, e eis que de repente  minha maquina fotografica voa da minha mao… Depois que o marginal pegou a maquina meu instinto foi correr, mas eis que surge uma gorda imensa do grupo dos marginais e me abraca com uma forca que nunca abracei um amigo meu. E me dava uma raiva daquela mulher, porque quanto mais eu tentava me desvencilhar mais ela me abracava. Era surreal, quem via nao entendia se era uma cena de amor ou odio, ate q ela resolveu tentar roubar minha mochila tambem, ai me deu tanta raiva daquela pessoa q comecei a girar com ela e gritando (adoro!), ai a cena ficou surrealista mesmo, e ela com raiva pega minha echarpe (sempre ela) e tenta me sufocar… Enfim, sur-re-al. No final ainda ouvi reclamacoes da gorda, dizendo que estava gravida…. gravida o kct, ela come muito!

E todos me dizendo que Santiago era a cidade menos violenta do Mundo, etc etc etc. Bem, fiquei jururu. Quem me conhece sabe q sou positivista, ressignifico tudo, mas naquela hora fiquei jururu, afinal tinham levado minha amiga inseparavel de viagens… e as fotos conceito que eu tanto curto. Enfim, fui jantar jururu, e sem pique pra badalacoes, me recolhi cedo.

Dia seguinte, passeio para Vina del Mar e Valparaiso… e sem a m{aquina. Aí falei chega mesmo: foda-se a maquina, a partir de entao vou usar outros sentidos pra registrar a viagem. Isso me criou um problema bom, ate se quisesse guardar registros fotograficos, teria q usar minha criatividade, e lhe digo: quando vc quer, vc consegue. O passeio foi encantador, e resumo o mesmo em uma palavra: encontro!

Enfim, ficam algumas licoes:

1 - Nao estou imuuuuuuuuuuuune (by Nuza), a violencia ta ai, e ficar dando pinta com maquina na mao em pleno Largo da Carioca chileno nao deu certo…

2 - Vao-se os aneis ficam os dedos: a maquina fez falta, mas me forcou a guardar registros de outras formas. Isso me deixou mais disponivel.

Bjs chilenos, com sabor de pisco sour… Bj, me liga, me fotografa q eu adoro, Andre

criado por andre.dametto    0:22 — Arquivado em: Sem categoria

2/5/08

Em terras chilenas

 

                    

 

Bem amigos da Rede Vida,

 

eis-me aqui de novo em minhas buscas físicas e metafísicas, e agora em terras chilenas. Cheguei hoje em uma Santiago organizada, de pessoas queridas e com uma sensaçao de "esta viagem vai ser boa"…

 

Bem, no início aqueles perrengues de Sempre: a Gol (I hate it…) cancelou meu vôo, me mandaram pra Congonhas e lá vou eu correndo de uma ponta a outra de Sao Paulo pra embarcar em Guarulhos… quase perco o vôo, mas enfim, atençao tripulacao, portas fechadas… e eu dentro, ufa.

 

Depois um ritual meio esquisito, as aeromoças passavam vez por outra tacando um baygon bizarro, segundo elas normas de higiene chilenas. O que será q eles estavam tentando eliminar com aquele spray fedorento? Pausa dramática (by Rodrigo Angela Bismark), me detenho na leitura do guia chileno. Alias, dica: sempre qdo viajar, dá uma estudada na cidade, sua história, seus recantos, a viagem fica bem mais interessante, confia na dica…

 

Bem, o trajeto foi encantador: muitas paisagens, cores, uma hora montanhas, depois um desertao argentino meio marrom, depois dunas de areia muito branca, ai vêm muitas montanhas rochosas, e eis que de repente surgem elas: as Cordilheiras dos Andes. A gente sempre sente uma emocao qdo ve de perto aquela foto da National Geografics. Lembro de momentos assim qdo passei por cima dos Alpes Suicos e qdo vi a calcinha da Torre Eiffel. Mas hein, as Cordilheiras me deram fome: parecia um bolo de chocolate com acucar de confeiteiro em cima… coisa mais linda.

 

Agora vim aqui na lan dar o truque: minha bateria da maquina de fotografia acabou e tenho que recarrega-la, afinal o que seria de mim sem minha inseparavel companheira de viagem. Enquanto recarrega vim postar, tava em falta com minhas divagaçoes blogueiras.

 

Hoje fui comer no famoso Donde Augusto, no Mercado Municipal da Cidade, é bem parecido com o de Sao Paulo. La provei os famosos pescados e o tal do pisco sour… Rapaz, depois de 2 copos o garcon me explicou o teor alcoolico da bebida tipica: 35o, o que justificava minha subita animacao. Mas com horas a menos de sono, foi eu entrar no onibus do city tour e pegar num sono daqueles de roncar… Sò tive q acordar qdo vi a famosa Sanhatam, uma área modernerrima, mistura de Santiago com Manhatam… t’a boa?! E melhor, as Cordilheiras estao sempre no fundo de qualquer foto q vc tire, so nao aparece mais porque a cidade ‘e tipo uma panela, com tanta montanha em volta a poluicao da cidade de 5 milhoes de habitantes nao tem pra onde sair, deixando um eterno fog cinzento na cidade que hoje esta a 10 graus. Quase Londres…

 

Mas o que mais tocou meu coracao mesmo foi a gentileza dos chilenos. Eles sao muito queridos, parece q estou na queridolandia, eles sempre se despedem assim: que te vayas bien… Conforme a viagem for acontecendo vou relatando os novos causos. Por enquanto, deixo vcs com uma poesia do Pablo Neruda, poeta chileno mais conhecido mundo afora. Tudo a ver com o espírito do blog. Bjs, te amo hoje, me liga, André

Muere lentamente

Pablo Neruda

Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito,

repitiendo todos los días los mismos trayectos,

quien no cambia de marca, no arriesga vestir un color nuevo

y no le habla a quien no conoce.

Muere lentamente quien evita una pasión, quien prefiere el negro sobre blanco

y los puntos sobre las "íes" a un remolino de emociones,

justamente las que rescatan el brillo de los ojos,

sonrisas de los bostezos, corazones a los tropiezos y sentimientos.

Muere lentamente quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el trabajo,

quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño,

quien no se permite por lo menos una vez en la vida, huir de los consejos sensatos.

Muere lentamente quien no viaja, quien no lee,

quien no oye música, quien no encuentra gracia en sí mismo.

Muere lentamente quien destruye su amor propio, quien no se deja ayudar.

Muere lentamente, quien pasa los días quejándose de su mala suerte o de la lluvia incesante.

Muere lentamente, quien abandona un proyecto antes de iniciarlo,

no preguntando de un asunto que desconoce

o no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe.

Evitemos la muerte en suaves cuotas, recordando siempre que estar vivo

exige un esfuerzo mucho mayor que el simple hecho de respirar.

Solamente la ardiente paciencia hará que conquistemos una espléndida felicidad.

Morre Lentamente

Pablo Neruda

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,

repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,

não arrisca vestir uma cor nova e não fala com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o alvo

e os pontos sobre as "íes" a um redemoinho de emoções,

justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,

corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não "vira a mesa" quando está infeliz no trabalho,

quem não arrisca o verdadeiro pelo incerto para ir atrás de um sonho,

quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,

quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se de sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,

não perguntando de um assunto que desconhece

ou não respondendo quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em suaves parcelas, recordando sempre que estar vivo

exige um esforço muito maior do que o simples fato de respirar.

Somente a ardente paciência fará que conquistemos uma esplêndida felicidade

criado por andre.dametto    15:38 — Arquivado em: Sem categoria
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