Saber livre

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31/1/09

Quem fala o que quer…

                       

 

Janeiro, Rio de Janeiro um verão meia bomba do cacete, eu de férias, enfim: vamos curtir. Naquela linha projeto Carnaval, malhei, corri pencas, fiz massagens, tomei produtinhos, um afã. Amo arte, fui a todos os museus possiveis e imaginaveis desta cidade. Destaque para a exposicao do Vik Muniz no MAM, per-fei-ta. O que eh o dialogo todo x parte deste ser humano? Virei fã! Foi luxo a exposicao sobre a vida do Burle Marx no Paço Imperial tb, que pena q hoje as pessoas sao tao funcionais. Ja perceberam que hoje ou voce eh engenheiro, ou arquiteto, ou dentista, ou michê, ou sei lá o quê… Burle Marx foi pintor, arquiteto, engenheiro, paisagista e qualquer coisa mais q tenha passado na cabeça desta mente célebre. Me faz lembrar Da Vinci, meu ídolo eterno. Viva o generalismo!

 

Como só chove nesta cidade, e coloquei uma resolucao de ano novo nao usar mais chats, encontrei um substituto perfeito: o mundo dos blogs. Que ma-ra-vi-lha. Conheci blogs fantásticos, muita gente interessante (principalmente em Sampa), li jornais de lugares q nunca tinha imaginado, constatei que o Globo On Line virou um blog super do farofeiro, e o melhor: os seus comentários. Uma taça de vinho somada aos comentários das notícias mais bafônicas e você garante o momento gargalhada do dia. Como tem gente engraçada no Mundo, gente! Os comentarios estao muito melhores do que os posts dos estagiarios do Globo on Line.

 

Mas o bicho pega quando voce comeca a ler idiotice. Chamo de idiotice tudo aquilo dito sem fundamento, mas com ar de superioridade. De repente eu tambem sou idiota, mas ainda nao dei conta. Mas sei la, um mes sem estresse de trabalho me fez ver com mais facilidade a idiotice do mundo. E naquela linha, quem fala o quer… tambem ouve o que nao quer. Em alguns blogs encontrei muita pretensao, falacia, e quando me dava na telha, afrontava, colocando meu nome e sobrenome pra dar mais autoridade pra afronta. Até de Andre Da Medo fui chamado. 

 

Outra situacao: aqueles amiguinhos invejosos que comentei no post sobre o Rio de Janeiro. Resolvi tacar merda no ventilador e mandar o mais chatinho deles pra casa do Carvalho. Primeiro: só me chamava de Thannyah, o que ate parece engracado mas sinceramente, enche o saco. Se imagine sendo chamado por um codinome do sexo oposto até na frente de um pretê. Sim, a maldita fazia isso. Depois queria porque queria diminuir tudo q eu fazia. Pra terminar, se julgava na pretensao de determinar meus estados psicologicos. Ah quer saber: nao-fo-de! Sem paciencia pra gente chata, invejosa, sem assunto e que se acha. Ou seja, idiota: vaza!

 

No pior dos mundos, eu posso ser tudo isso que reclamei no post acima: funcional, idiota, invejoso, chato, whatever. Mas prefiro ser autêntico, e deixo com vcs uma licao que John Kennedy nos passou: o segredo do sucesso está em não agradar a todo mundo! E dane-se se vc não gostou do que eu escrevi.

 

Bj, André Dametto

criado por andre.dametto    20:51 — Arquivado em: Sem categoria

25/1/09

Medo de amar

                         

 

Quero

Imagino

Me aproximo

 

Deixo

Sinto

Desconfio

Racionalizo

 

Duvido

Comunico

Enlouqueço

 

Recomeço…

Medo de amar


André Dametto

criado por andre.dametto    10:58 — Arquivado em: Sem categoria

20/1/09

Obama, o líder que me inspira

                     

 

Ok, ok, sou brasileiro e deveria ter o maior orgulho de ter como meu presidente um nordestino, nascido pobre, de sobrenome Silva e passado de lutas e glórias. Palmas para o Lula, ninguem pode deixar de admitir que o cara eh um vitorioso, tem a sua inteligencia e chegou no posto maximo que um lider politico pode chegar, a presidencia de uma nacao. O fato eh que como todo sistema problematico, o Brasil precisa de solucoes em tres niveis: 1) apagar incendios 2) descobrir as causas dos incendios e ataca-las 3) alterar a estrutura para evitar o surgimento de novas causas, e assim, novos incendios.

 

A questao eh que nosso presidente Lula, que possui mais de 70% de satisfacao junto `a nacao brasileira, eh o mestre de apagar incendios, e de vez em quando, ate dizer que os mesmos nao existem, sao fumacinha…. Ai, é um pega pra capar: crises viram marolas, o problema da educacao eh “atacado” pelo bolsa-escola, piadinhas e improvisacoes sao ditos nas horas mais incabiveis… Uns o defendem, argumentando que ele atende a demanda politica que o Brasil tem de remover sintomas da extrema exclusao social, leia-se populismo. Eu ate concordo que a base de qualquer reestruturacao comeca por ai, mas dai a focar apenas nisso, nao pode…  

Para mim e muitos outros dos 30% de insatisfacao, ver a posse de Obama neste 20 de janeiro nos fez ter uma esperanca de novos tempos. Mais que presidente dos EUA, Obama eh a personificacao do seculo XXI, que so agora parece comecar. Em termos politicos me parece que desde 2000 estamos brincando de fazer politica, tantos Lulas, Bushs, Cesar Maias e outros politicos que tomavam as redeas dos governos. 

 

Agora com o inicio da geracao Obama, espero que todos aqueles que foram `as urnas para votar na esperanca tambem entendam que nao existem milagres. Como todo santo-padroeiro, sera esperada de Obama uma solucao imediatista para a economia, para a questao ambiental, para as mudancas comportamentais da sociedade. Mas ele nao eh e nem pode ser encarado como um salvador da humanidade, pois a mudanca deve comecar dentro de cada um de nos.

 

Na economia, verificar o quanto inflamos as bolhas e compactuamos com o capitalismo selvagem das organizacoes (Estas sim governam o planeta!). No meio ambiente, ter uma postura mais proativa de cuidar dos nossos recursos para as futuras geracoes. Pequenas dicas: separar o lixo reciclavel na sua casa, fechar a torneira enquanto escova os dentes, usar mais o transporte publico. Criativamente, poderiamos tambem pegar mais carona, diminuir a iluminacao na casa, tomar mais banhos a dois…

 

Definitivamente, nos tempos de hoje, Menos eh Mais, e como toda mudanca cultural exige uma cultura de Mudanca, eu escolho Obama para ser minha referencia de lideranca nesta transicao. E voce, que lider lhe inspira?

 

Abs com esperanca,

 

André Dametto

criado por andre.dametto    23:20 — Arquivado em: Sem categoria

15/1/09

Fatos ou fotos: o que você quer na sua Vida?

                

 

 

Ano Novo, Vida nova… ou não. Isso se depender de como você se colocar na Vida, independente do tempo ou local em questão. Voltar ao Rio de Janeiro eh quase sempre uma prova de paciência. Não sei se eh sorte, cabeça de colonizado ou mesmo um chamado de Deus, mas fora do Rio de Janeiro sempre tenho encontros fantásticos de alma: sejam as pessoas, os lugares, as comidas, as musicas, ou simplesmente o silencio de estar em algum lugar desconhecido.

 

Minha relação com o Rio de Janeiro transita entre o amor e o desespero. Amo o lado A do Rio, composto por sua beleza natural, facilidade de deslocamento e diversidade de atracoes, entretanto estou bem de saco cheio do lado B do carioca way of life: muita plasticidade, muito cenário, pouco compromisso, pouca alma, um individualismo mal trabalhado irritante, resumindo: um Projac só, muitas fotos e poucos fatos. Enquanto este padrão se restringia ao mau atendimento oferecido pelos estabelecimentos comerciais ou à galerinha senso comum que a gente encontra em qualquer lugar, tudo bem! Mas o foda eh ver que está havendo uma banalização generalizada na cidade, e de repente a gente percebe todo mundo meio desinteressante, incluindo ate as pessoas da sua convivencia.

 

Alguns exemplos: primeiro, o famoso carão, aquela cara de “ai que saco”. A gente ate entende o porque dele numa boate, afinal somos inseguros e precisamos nos sentir especiais, como se estivéssemos de saco cheio que todos nos desejam. Ilusão sua, bobinha! Ta todo mundo mais preocupado em fazer caron. Mas agora eh um tal de carão na academia de ginástica, no restaurante, na praia, no ônibus, no trabalho… Ai que saco!!! Segundo, o famoso descompromisso. Já perceberam como está todo mundo brincando de marcar alguma coisa nessa cidade? É festa, cinema, telefonema, praia, o melhor é quando a pessoa fala, mas esse é pra ir mesmo, ok! Eu logo pergunto dia, hora e local e encaro três longos segundos de silencio. Outra coisa, como as pessoas estão carentes: outro dia um brigou comigo porque eu não interferi na furacao de olho que a sua pegacao estava fazendo com ele. Quem sou eu pra saber o que eh aceitável para o outro? O melhor de tudo foi saber que depois se entenderam, so assim confirmei minha hipótese de que cada um eh dono de sua Vida, e ponto! Outra, como o carioca esta competitivo: eh um tal de querer diminuir o que o outro tem e maximizar o seu próprio. Tenho três colegas que insisto em encontrar, mas antes passo ate oleo anti zica, de tanto veneno que vem destilado, mas sempre em uma piadinha hilária. Pelo menos senso de humor o povo tem. Tem outra que quer por que quer que eu admita que eu estou triste. Ok, queridinha, pra vc eu estou triste sim. Como dá pra perceber, o Big Eye Brasil nao sai nunca do ar… Pra terminar, a falta de assunto: ninguém mais está discutindo sobre idéias, sobre conceitos. Tudo bem que ser fútil é útil, mas ser só fútil beira o desespero…

 

Acho que uma das causas de tudo isso que me irrita no Rio eh a TV Globo: todo mundo se acha meio artista da platinada nesta cidade. Parece que o Rio de Janeiro virou um grande Big Brother:  muita pose, câmeras instaladas onde vc menos esperar, e uma vontade de se destacar frente ao outro. Conteúdo, pra quê? Vamos trabalhar a imagem que eh isso que faz o publico votar pra ficar na casa. E assim vivemos aqui no Rio de Janeiro, com uma maravilha de cenário, mas apenas cenário.

 

Na busca do equilíbrio, eu nao faço por menos, tambem trabalho minha imagem, afinal em Roma faca como os romanos. Mas será que também vou precisar ficar evasivo, diminuir o outro, fazer carão a todo instante e viver falando abobrinha? O que fazer? Desistir, investir, ressignificar, isolar-me, banalizar também? Essa é a pergunta que nao quer calar.

 

Abs incomodados,

André Dametto

criado por andre.dametto    1:50 — Arquivado em: Sem categoria

10/1/09

Nair André Buenos Aires

                                      

 

Atire a primeira pedra quem assistiu ao recente filme Vicky Cristina Barcelona de Woody Allen e não teve vontade de fazer o seu próprio roteiro particular inspirado na obra. Tudo bem que não eh das melhores películas deste cineasta, chega a parecer meio sessão da tarde, mas filme do Woody Allen, sexo e pizza, até ruim, eh bom. Resumindo, trata-se de duas amigas americanas que resolvem curtir as ferias de verão em Barcelona, ou seja, promessa de altas emoções. Enquanto Vicky é uma burguesa típica americana, com aquela educação protocolar que comentei nos posts dos EUA, Cristina eh babado, confusão e algo mais. Louquinha, audaz, e com altas doses de luxúria, ela está pronta pro que der e vier, mais sentimento do que razão. Ou seja, o oposto de Vicky. Cristina eh devidamente interpretada por Scarlet Johanson, menina dos olhos de Allen. Ponto praquela boca e olhar de canto de olho, a-do-ro!

 

Já Barcelona eh daquelas cidades meio Copacabana meio Centro Antigo, onde esbarrar em menos de 30 minutos com o luxo da arquitetura naturalista de Gaudi, prostitutas embriagadas e um prédio gótico com os vitrais mais lindos da sua Vida não será incomum.  Barcelona também eh sinônimo de fervo, ate hj me lembro da noite mais alucicrazy que tive na Espanha, com musica de primeira qualidade e um publico de A a Z. Colocou Ibiza na letra I… já foi seu tempo.

 

Pois bem, aproveitei a viagem pra Buenos Aires com minha mãe pra fazer meu roteiro particular. Depois de um dezembro marcado por família, experiências naturais em Foz do Iguaçu e um Love totalmente inesperado, me aparece Buenos Aires com aquele ar cosmopolita de fazer jus a qualquer Madri, Londres e Nova York da vida. O grande objetivo desta viagem foi “discutir a relação” com minha mãe em um ambiente out of the box, e aproveitando a virada do Ano, posso admitir que fui bem sucedido. É interessante perceber o quanto podemos ser cada vez mais íntimos de quem amamos, e nesta viagem foi um grande encanto conhecer mais sobre o que ela pensa, sente, e vice-versa. Juntos rimos, choramos, criamos, andamos, e como andamos, minha mãe foi parceirona! Que venham as próximas.

 

Buenos Aires é a cidade de melhor custo-beneficio para um viajante que sai daqui do Rio de Janeiro. A 3 horas de avião, você sai do Brasil literalmente, e encontra uma cidade re-che-a-da de atrações, ou arquétipos turísticos como eu prefiro chamar. Lista básica para todo viajante: deixar as malas no hotel, ir almoçar em Puerto Madero, andar por todos aqueles diques, tomar sorvete no Freddo (imenso!), depois voltar pelo Centro Antigo, passando pela Casa Rosada (que tem cor de tijolo), caminhar por uma daquelas avenidas imensas como a Diagonal até chegar ao monumento mais fálico que vc encontrará na sua Vida: o obelisco da 9 de julho. O da Av. Rio Branco não faz nem cócegas… Sente num daqueles barezinhos e peca uma cerveja bem gelada, e agradeça a Vida, ela eh bela! De noite, colocacion, please! Buenos tem uma cidade noturna super agitada: e detalhe, começa a esquentar só 3h. Dia seguinte, Recoleta pela manha, Palermo Hollywood para almoçar, Palermo Soho para fazer compritchas, e ver a noite chegar com o Mojito mais gostoso q já tomei. Na volta dê uma pinta pela Calle Florida e sua deslumbrante Galeria Pacífico, pelo bairro do Retiro. Um soninho de beleza e de repente, 1h da manha: fervo! Taque no Google o estilo de musica + publico q vc curte + noche + Buenos Aires. Se joga!

 

Domingo, feirinha de San Telmo, arquétipo super Rua do Lavradio, so que gigante e um publico menos wanna be. Sei la, pra mim a Rua do Lavradio já foi cult…  Almoce por ali mesmo, e deixe-se levar pelo tango, e aquela arquitetura cheia de fileteados portenhos, aquelas letras super gracinha que decoram placas, carros, roupas e o que mais sua imaginação deixar. Hora de ir para Ezeiza, morrendo em 100 pesos, alias, como tudo esta caro em Buenos Aires. Aproveite para conjugar o Menos eh Mais em todos os tempos, em vez de comprar compulsivamente, sinta mais, respire mais, olhe mais, dance mais, beije mais, ame mais, compartilhe mais…

 

Então, voltar a Buenos Aires foi uma benção: reencontrar minha mãe, resgatá-la, me resgatar, nos resgatar, resgatar projetos, me colocar no bem, no luxo, no glamour, onde eu, você e todo ser humano merece estar! Viva a Elite, todos merecem viver bem. Este começo de ano me inspira curtir o Vazio, e está sendo ótimo, já esta entrando muita coisa boa ;)

 

E aí, vai preferir fazer a Vicky ou a Cristina? E seu roteiro, onde vai ser? Me conta.

 

Bj, André Dametto

criado por andre.dametto    16:08 — Arquivado em: Sem categoria
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Am I a spambot? yes definately
http://andredametto.blog.terra.com.br
 
 
 
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